sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Reflexão

O sub-título do Blog é "Mente criativa e indolente", mas bem que poderia ser "Corpo preguiçoso e vagabundo", tal é a minha inventividade cerceada pela minha falta de estímulo em abrir um navegador e postar alguma coisa, não que isso faça alguma diferença, já que eu acho que alem do único escritor, também sou o único leitor do blog, mas acho que as vezes vale a pena deixar um registro do meu pensamento, se não as 'gerações futuras' ao menos pro 'page rank' do google, hehehe.

O caso é que dessa vez nem vou me prestar a escrever totalmente um post, já que vou transcrever um texto - é um Ctrl C + Ctrl V desse blog -> Mananciais de Amor - intitulado:


ATENÇÃO... CUIDADO


...
Confesso que há momentos indecifráveis a todos, uma vez que, toda primeira vez, é um misto de sensações opostas.
Reflito...
Medito...
Penso...
Concluo, que toda pessoa, tendo conhecimento do bom e do mau plantio... a responsabilidade é maior e a colheita é quase letal, quando se constata o erro e não o acerto que se pensava.
Por isso, aprendo algo que compartilho com quem por aqui passar, parar, ler e se identificar...
Atençâo cuidadosa com as normalidades do mundo…
Sim, pois no mundo a vida é um morrer de descuido e de descaso...
Portanto, seguir a normalidade da vida segundo o mundo, de fato é entregar-se ao fluxo dos que vão na avalanche pensando que o abismo não chegará nunca...
A normalidade do mundo é doença segundo Deus...
Tal é a normalidade do mundo que pelo voto se pode escolher Barrabás...
No mundo um homem que salve uma vida em situação de colocar a sua própria em risco, é um herói; enquanto aqueles que vivem todos os dias salvando vidas, são apenas pessoas que fazem isso...
No mundo... poder... é domínio sobre outros...
No Evangelho... poder... antes de tudo, é controlar a si mesmo.
No mundo a inveja faz os homens quererem crescer segundo o mundo... (o que chamamos de ambição)
No Evangelho, por exemplo, o que move um homem na vida deve sempre ser o amor que a ninguém inveja, e que é contente em ser quem é...
O mundo diz que o Grande é o quantificável...
O Evangelho diz que o quantificável é nada, pois o que É não é mensurável...
O mundo diz que odeia o ódio, mas odeia sempre com mais ódio ainda aqueles sobre os quais são impostas as certezas de “eles” serem os promotores do ódio...
No mundo quem não aceita um desafio é covarde...
No Evangelho aquele que aceita um desafio é tolo...
O homem/mulher do Evangelho nunca deve aceitar desafios de outros, mas apenas andar segundo sua própria superação em amor sábio.
Entretanto, no mundo é normal dar segundo se recebeu...
A toda ação corresponde uma reação equivalente, advoga o mundo, seguindo como sabedoria para a vida a Lei da Gravidade e das forças das pedras e dos projéteis...
No Evangelho... à cada ação que incida sobre nós, deve haver uma ponderação... e, então, depois, a escolha do curso de caminho que seja o nosso próprio caminho, e não um andar tangido pelo pastoreio dos impositores de caminhos e veredas desviados... é nesse momento que leva-se em conta aqueles que conhecem da Palavra de Deus não como letra, mas, como revelação do Espirito Santo (Deus).
Na normalidade anestesiada do mundo, todo sucesso é prisão e mais escravidão ainda ao sucesso como deus...
No Evangelho todo verdadeiro sucesso liberta a pessoa da escravidão do sucesso segundo o mundo.
O mundo do qual falo é apenas um: esse feito de ideologias, grifes, objetivos e cronogramas de alcance de alvos bem materiais e terrenos...
Sim, o mundo do qual falo é esse ente sem dono humano aparente, mas que controla todas as nossas decisões, dando-nos a ilusão de livre arbítrio...
Ora, nesse mundo pode-se odiar quem nos odeia; pode-se antipatizar gratuitamente; pode-se tudo o que se pode...; exceto matar... [exceto nas exceções convencionadas] ou roubar [a menos que se evite ser “pego”].
No mundo é normal ser aflito(a), angustiado(a), preocupado(a), desejoso(a), insatisfeito(a), sempre em busca de algo, sempre se medindo por outros, sempre na Maratona das Comparações...
No mundo o normal é consumir...
Portanto, tome cuidado, pois, ser normal segundo o mundo é fazer-se louco diante de Deus e da vida que é.
Não esqueça nunca que a única normalidade já vista em um homem está no Filho do Homem.
Pense nisso!
...


Bom, esse é um testo metafísico em princípio, mas que vai de encontro ao meu pensamento sob muitos aspectos, sobretudo em relação ao significado do livre arbitrio, referido de passagem, e especialmente a questão da 'busca da verdade', aqui tangenciada, e que é entendida enquanto fato hora subjetivo, hora objetivo, dependendo a vontade do observador e sua lógica momentânea.

Gostei do texto porque tanto filosoficamente como em termos mais práticos, seja em política, seja no dia dia, ele adere perfeitamente a situações e comportamentos praticados pelo ser humano, que se apodera de uma abstração a quem nominou de "verdade" (ou a SUA - MINHA verdade), bem como estou fazendo agora, admito, para impingir aos demais outros as suas vontades pessoais.

Quando leio que "o ser humano 'odeia o ódio'" acho fascinante e ridículo ao mesmo tempo. É como ler que as superpotências nucleares não aceitam que paises como Coréia do Norte ou Irã possam desenvolver tecnologia nuclear - embora eu ache um absurdo que países miseráveis como esses gastem seus escassos recursos com armas de 'defesa' (ataque) - destruição em massa, isso sim - e que sa superpotências JÁ TEM! - e fiquem querendo fazer 'inspeções' inúteis e completamente desnecessárias.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O Real Valorizado

Será que o nosso REAL finalmente ficou atrativo? Será que finalmente teremos uma moeda forte e competitiva no cenário internácional, capaz de ser estável e seguro o suficiente para proporcionar ao povo brasileiro um conforto "nunca antes visto na história desse País"???

Não é bem assim, meus caros, a nossa moeda não está com essa bola toda não, alias, se formos olhar a conjuntura de forma mais distanciada e independente de fatores emocionais de curto prazo e ótica acanhada, veremos que o resultado da supervalorização do real se dá em função do ganho real em investir num ativo que continua pagando taxas elevadíssimas em comparação ao resto do mundo. Então devos nos perguntar se somos melhores ou apenas PAGAMOS MELHOR que os demais.

Sim, essa escolha pelo mercado brasileiro se deve muito em função da inflexibilidade econômica que estranhamente ajudou o país no pior momento econômico do ainda novo milênio. Somos os ortodoxos que não precisaram recuar pois estavamos tão distantes da praia que o "tsunami" econômico não nos atingiu diretamente. É verdade que nem sempre se morre em conseqüencia dos ferimentos diretos, provocados pelo inimigo quando se está num campo de batalha, há doenças, desastres naturais e fatalidades mesmo nas piores guerras, MAS... o Brasil passou relativamente bem pela tal crise mundial, se bem que a arrecadação caiu graças aos incentivos fiscais (que vieram em boa hora), que seguraram a economia e por mais absurdo que pareça, foram os responsáveis justamente por segurar a queda da arrecadação... vai se entender a matemática né? Perder pra não perder mais... contudo foi um acerto da área econômica, talvés o maior tapa de luva num governo descontrolado que tem uma fome arrecadatória e que não consegue enchergar que estrangulando a economia só vai acabar se sufocando junto. Essa foi uma grande lição que a crise trouxe e que o governo CERTAMENTE NÃO vai aprender, mas a vida continua...

Enfim, devemos a abundância de recursos estrangeiros no país ao alto grau de retorno nas taxas de juros, mais altos do que o necessário, e sempre atraentes no mercado internacional, ainda mais quando o Brasil se torna uma economia estável. Mas não é só isso. Aqui o dinheiro entra e financia as compras, leia-se IMPORTAÇÕES do povo brasileiro ante os demais países do mundo, enquanto nossos exportadores amargam prejuisos e concorrência acirrada com moedas desvalorizadas, como o DOLAR, ou de valor artificial, como o YUAN chinês, ou mesmo as barreiras comerciais de países Europeus, como a França, aquela que subsidia sistematicamente seus agricultores esquanto "exporta" o "Sr Bové".
Mas isso é só balela, o que importa (sic) é que um Dolar "fraco" oportuniza aos EUA competirem no mercado internacional, colocando seus produtos, comparavelmente MUITO MAIS CAROS em função dos custos de mão de obra (os direitos trabalhistas nos EUA equivaleriam a nossa carga tributária, em termos de comparação), em condições de igualdade frente aos "emergentes" - que é bom que se diga, pagam vergonhosas misérias aos seus trabalhadores (chão de fábrica), especialmente as economias do "BRIC", mas também os tigres asiáticos (gadgets e demais tralhas eletrônicas) e regiões sub-desenvolvidas produtoras de alimentos - sem falar no próprio público consumidor americano, que finalmente começa a se recuparar.

Alias, para a economia americana, é muito importante que o consumo interno aumente, mas que a demanda seja majorada pelos produtos produzidos dentro do próprio país. Comprar quinquilharias chinesas ou de qualquer outro local não gera empregos e conseqüentemente, renda para a indústria americana. Sem essa importante parcela da economia, que é o setor produtivo, a maior economia global tenderia a se tornar apenas um grande centro de passagem comercial, o que não é interessante, sobretudo para eles próprios, claro. Sem a industria forte, o setor de pesquisa e desenvolvimento, ligado a esta, logo desaparece e o comercio passa a ser intermediário sem papel ativo em decisões importantes, enfraquecendo, por conseqüencia, governo e Estado. Portanto, as causas da desvalorização do Dolar são muito mais políticas do que econômicas e serão revertidas tão logo o governo americano queria se fortalecer no cenário internacional.

Para o Brasil, o que se pode tirar de vantagem disso tudo é aproveitar o dinheiro extra que entra e tentar levá-lo a permanecer na cadeia produtiva, criando empregos, distribuindo renda, aumentando margens de lucro que possam incentivar setores importantes da economia, como geração de energia, estratégico para os interesses futuros, e hoje caótico, a se reestruturar e se preparar para investir e oferecer as condições de crescimento e desenvolvimento que o nosso País necessita.

Nossos gastos públicos, lógico, devem entrar na conta, já que redução de impostos, como se viu esse ano, incentiva o progresso e pode até aumentar a arrecadação em escala, no longo prazo. Só falta fechar a torneira da gastança e punir a corrupção, mas ai já é uma outra história...