terça-feira, 18 de novembro de 2008

Servilismo

Quando idealizei um blog, queria fazer algo misto de humor, cotidiano e coisas sérias, mas nunca me prestei a verdadeiramente escrever sobre as tais "coisas sérias", porque não tinha inspiração sobre nenhum assunto mais importante, ou quando a tinha, geralmente era em algum momento adverso, como por exemplo, antes de dormir, e por isso não levantava do cama para escrever.

Pois bem, hoje estou diante do computador lendo algumas coisas na indefectível (?) Wikipédia e me deparei com o seguinte assunto:

"A corvéia (do latim corrogare, exigir, através do francês corvée) é o trabalho gratuito que no tempo do feudalismo os servos e camponeses deviam prestar ao seu senhor feudal ou ao Estado durante 3 ou mais dias por semana, como previa o contrato de enfeudação.

Nas civilizações hidráulicas da Idade Antiga, como o Antigo Egipto e a Mesopotâmia, a corvéia constituía-se no trabalho compulsório da população imposto pelo Estado."


Segundo o dicionário Houaiss, ainda há a seguinte acepção:

"corvéia

substantivo feminino
1 Rubrica: história.
na França feudal, serviço gratuito que se prestava ao soberano ou ao senhor
2 Derivação: por extensão de sentido.
trabalho árduo, penoso"

É inegável a mim fazer a associação da tal corvéia com o Serevilismo que domina o pensamento estatal brasileiro, na medida em que o governo de agora, bem como o de outrora, se sente do direito, senão no DEVER de explorar o cidadão, atualmente usando termos como "Imposto de Renda" especialmente, mas também o FGTS e a Contribuição Previdenciária entre outros, de forma a impingir a forma feudal de trabalho, dando em troca uma pilha de escândalos de corrupção e desvios de verbas "nunca na história desse pais" vistos com tamanho descaramento.

Quem vive cada dia uma batalha sem saber se seus rendimentos suprirão as necessidades da familia durante o mês corrente sabe muito bem a falta que o dinheiro do imposto faz no fim das contas, da quantidade de comida, de remédio ou mesmo de um pequeno lazer que foi subtraido para que o tal ESTADO se alimente incessantemente do trabalho alheio sem que ofereça o mínimo em troca.

Não sou idiota pra negar que o recolhimento do imposto é importante para o Estado, mas tampouco posso fechar meus olhos para as oportunidades de melhor versar a tal verba que um cidadão comum seria capaz de destinar seus proventos. Quero apenas relembrar que o direito de decidir o que fazer com seu salário é algo inalienável ao trabalhador e que essa decisão deveria partir dele, o dono do dinheiro, que afinal é a conversão de seu esforço em versão monetária. Ou será que os 8% do FGTS; os 20% de INSS; os 15% ou 27,5% de IR recolhidos não seriam mais úteis ao trabalhador no seu bolso do que numa conta remunerada abaixo da inflação, da qual ele tem direito mas só pode recuperar de acordo com leis opressivas e que facilitam ao governo o gasto do recurso ao seu bel prazer, ao passo que fazem falta ao cidadão, principalmente no momento em que ele precisa tomar dinheiro emprestado para completar seu orçamento.

Devo lembrar que o custo de um empregado à uma empresa é composto pelo salário e pelos encargos trabalhistas, estes quais diminuem os proventos de que o trabalhador receberá no fim do mês, tendo que dividir tudo que é conquistado com seu esforço com o governo, que não faz nada senão esperar e receber a sua parte. Vale lembrar aqui que além dessa repartição obrigatória, tudo que compramos, na padaria, açougue, supermercado ou farmácia ainda vem apinhado de imposto.

Falta-nos realmente uma reforma tributária que nos livre desse sistema canalha de opressão que nada mais é do que a antiga corvéia disfarçada de seguridade social e afins!

E lembre-se: Além de tudo isso, ainda há o tal fator previdenciário que vai corroer a sua aposentadoria até que você raceba apenas UM salário!


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