Sempre me perguntei porque paises como a china comunista podem crescer a ritimos captalistas na segunda casa decimal e sempre me respondi a mesma coisa: Produzindo porcarias baratas e rapidamente substituiveis, seja pelo fato de estarem já obsoletas em poucos anos ou meses até, ou mesmo , mais provavelmente porque não podem ser considerados "bens duráveis", a menos que você compre e dixe-o parado em cima de uma instante, sem que ninguem toque ou mesmo sem pegar sol ou umidade (pode rachar ou descascar, sabe-se lá...). Para um chinês médio, seus "gadjets" ainda são atrativos, pois o contesto histórico é de um país miserável, aonde comiam-se cachorros porque o governo comunista, na mais completa e total falta de infra estrutura para alimentar sua imensa população crescente, classificou todo e qualquer animal que não tivesse a tal "função social", como o cavalo que trasposta pessoas, e a galinha que pôe ovos, como tão somente COMIDA, e decretou que, na falta do que comer, era de interesse "do povo" que em vez de gastar mais alimento, que já era escasso, alimentando animais de estimação, a população deveria comê-los. Com essa mentalidade, pandas e tigres foram caçados e filhos foram limitados a UM por casal até que o crescimento populacional exponencial fosse limitado a adição (...) enfim, assim se forjou uma cultura do que para nós pode parecer "supérfulo", já que falamos de produtos descartáveis, de qualidade duvidável, mas que para uma população oito vezes maior que a brasileira, e que só agora nas últimas décadas começa a desfrutar dos avanços da tecnologia no dia a dia, é importante comprar, adquirir, ter SEU PRÓPRIO produto, tenha ele a qualidade que tiver, ainda mais se lavarmos em conta que a propiedade privada é algo bem recente na história da china comunista.
A questão da qualidade do produto chinês é de suma inportância para entendermos o mecanismo de colocação no mercado e de preço do mesmo, vez que o desenvolvimento de novas tecnologias é um caminho meio nebuloso na china. Por ser um pais comunista, a propiedade intelectual é considerada um "BEM DO ESTADO", o que dá direito, em tese, a qualquer cidadão chinês a ter acesso à idéia para poder produzir a partir dela. Deste ponto de vista, não há "segredo industrial" que possa ser guardado na china por meio de patentes, o que coloca os desenvolvedores em uma encruzilhada: "- melhorar meu produto vai me garatir sucesso sobre os demais?". Este é o princípio numero um que norteia o desenvolvedor de projetos no mundo todo, porém na china, a concorrência tem outras formas. Mais significa para o empresário vender seu produto a qualquer custo do que ter algo exclusivo, pois exclusividade é tudo o que ele definitivamente não terá, com incentivos oficiais, ainda por cima. A qualquer custo também significa pouco lucro muitas vezes, pois num pais de política comunista e economia captalista, a segunda está a serviço da primeira, e o interesse principal do governo é manter seu povo empregado e recebendo salário, pois assim alivia seu custo social e passa para a iniciativa privada a "responsabilidade" de sustentar a economia estatal (e alguma vez deixou de ser assim em alguma parte do mundo?), colhendo os louros do florescimento econômico de sua política econômica capitalista dentro de uma política partidária e de estado comunista (Semalhanças com o governo brasileiro não são mera coicidência). Dentro dessa concepção de desenvolvimento, precisamos considerar o custo de produção local, especialmente de mão de obra chinesa. Com a planificação econômica e uma espécie de tabelamento, vez que tudo (a produção) pertencia ao estado, este controlava os preços de forma artificial (dentro de uma perspectiva de economia de mercado) e mantinha sob controle a inflação e consecutivamente o preço/custo de produção (ambos se confundiam nesse caso, ficando nebuloso o momento que separa um do outro em um linha de produção tradicional). A desregulamenteação econômica, se é que assim podemos chamar o sistema atual chinês, impôs ao novo empresário uma adaptação ao padrão captalista de produção e demanda. Sob a tutela estatal ele estava protegido desse risco de competir, porém, no novo cenário, produzir (mais) e vender (mais) é imperativo, tanto para manutenção da fábrica e lucros, quanto para suas expanções. Neste sistema misto, aonde a patente intelectual não existe e a pirataria (do nosso ponto de vista, não do deles, claro) é a lei, porém, onde só quem vende se mantem, e só se mantem que inova, o empresário chinês encontrou um novo nincho de mercado, esses "gadjets" descartáveis, parafernálias eletrônicas, cheias de tecnologias (mal) copiadas ou (muito mal) desenvolvidas) e que vendem porque são extremamente baratas de se produzir e vender.
O grande problema de tudo isso é que por fabricar produtos baratos, para ter algum lucro o empresário chinês priscisa produzir em grande quantidade, abrindo mal do controle de qualidade, não refutando nada, nem mesmo produtos com defeitos aparentes ('- Isso irá mudar com o passar dos anos, mas ainda vai demorar algumas décadas até termos uma grande maioria de bons produtos "made in China" e pelo andar da carruagem, os gadjets chineses logo serão substituidos pelos gadjets indianos, país que cresce populacionalmente muito e que precisará empregar fatalmente mão de obra barata, tal como faz hoje a China.'). Qualidade não é algo que se deseja, é algo que se busca, com esmero, com técnica, com aperfeiçoamento, treinamento, profissionalização e conhecimento, coisa que ainda é um luxo para a mioria dos trabalhadores da industria chinesa, bem como de resto de grande parte do mundo, em escala menos em alguma partes, mas ainda existente em todo lugar. A preocupação com a qualidade sim é um desejo no restante do mundo que não faz parte do ideal do governo chinês, que quer cerscimento econômico para demonstrar força primeiro, e certamente busca produtos de qualidade num futuro próximo, muito mais pros seus cidadão do que para exportar, pois vê os demais povos apenas como consumidores de segunda classe, indignos de merecerem o melhor produto Chinês (colonialismo esse pensamento, não?), desenvolvido pelos senhores do comunismo político (que ainda não é uma realidade, mas é o sonho do PC Chinês) Para exportação ainda teremos que conviver com algumas décadas de predutos de baixa qualidade e durabilidade, sendo o pensamento majoritário de quem vende esses produtos essa desculpa: ' - mas porque comprar um computador ou celular que dure dez anos se sua tecnologia vai estar superada em seis meses!', e ai você descobre que há um fundo de coerência nisso tudo, e embora seja apenas uma cortina de fumaça para esconder a incompetência de desenvolvimento ou de produção de produtos de qualidade, passa a concordar com essa maioria. O caso é que é uma meia verdade, pois as tecnologias se puperam sim, mas nada tão rápido quanto os descartáveis chineses se deterioram e precisam ser substituidos, aliás, com incrível prejuiso paro o bolso (e a carteira, o talão, o cartão, a conta, a poupança, etc.), de modo a garantir, na lógica das coisas, o emprego e a produção sempre crescente do novo império chinês, sustentado pela incapacidade de outros países de em princípio, suprirem a produção de bens duráveis de boa qualidade e alta tecnoligia a preços acessíveis, especialmente o Brasil, com uma indústria que investe pesado em qualidade e tem que repartir os lucros com um governo inepto e voraz por impostos, e que suga para si a metade das possibilidades de aumento salarial e, consequentemente de consumo do trabalhador brasileiro, insuflado pela política fiscal opressiva do governo a adquirir os produtos chineses, mais baratos, para para saciar a sua fome de consumo, criada a partir de uma das mais brilhantes industrias brasileiras, a de propaganda.
Mas o produto chines não é só ruim e barato, é também o motor que move o mundo e não para nem na crise, mas porque? Simples, se você tiver que optar entre comprar um produto nascional de R$ 1400,00 ou um chines de R$ 390,00 justamente numa época de crise, onde o perigo de perder seu emprego é grande, o que você faz? A maioria das pessoas compra o produto barato e garante o emprego e a produção chinesa em detrimento do produto nacional, de qualidade, de mão de obra mais cara e especializada, diminuindo a crise lá e aumentando aqui (esse é um cenário hipotético típico do brasil, mas que se repete em qualquer lugar do mundo). A chave para um crescimento de dois digitos está ai - recita inglesa da revolução industrial captalista, diga-se de passagem - coisa que aconteceu com a Inglaterra no século 18, França, Alemanha, E.U.A., Japão e Itália no século 19, Brasil, Argentina, Coreia do Sul, e Rússia no século 20. Como se vê, nada de novo, a não ser a escala de 1,3 bilhão de habitantes produzindo em massa bugigangas descartáveis, ao contrário das primeiras manufaturas (tecelagem) que duravam um pouquinho mais, hehehe...
Em suma, o crescimento chinês é fruto do meis puro desenvolvivento captalista da industria, com a variante da quebra de patente, só a muito pouco consedida na China, por pressão das grandes indústrias, que apesar de serem infinitamente prejudicadas pela pirataria chinesa, mantem grandes parques industriais naquele pais justamente por conta da mão de obra barata e sempre empregada, consequentimente, com poder aquisitivo, ainda que baixo para os padrões ocidentais, garantindo um mercado consumidor em expansão, tento na China quanto de produtos chineses no mundo, mais baratos e competitivos - no preço - que a concorrência estrangeira. Na conta da população chinesa, por outro lado, seus "gadjets" são pequenos luxos que até poucos anos só eram vistos nos filmes e nas mãos dos membros do PC (importados, a saber), e que custam pouco, trazem uma felicidade verdadeira, ainda que fulgas e fazem seus donos (lembres-se que PROPRIEDADE é um conceito RELATIVAMENTE novo na China comunista) sentirem se inseridos num mundo globalizado, sem fronteiras (novidade por lá também), parte da humanidade que caminha para frente, em direção ao futuro, e certamente estão, dentro de uma tendencia que começõu a sebese-se lá quantos mil anos atés, com a transformação das primeiras sociedades tribais de caçadores e coletores nômades, mais aparentados ao animais ditos irracionais em agricultores sedentários com maiores laços sociais e suas concequências territoriais.
A China cresce porque vende toda a sua produção e com isso, produz ainda mais para suprir a demanda e assim continuará a fazer enquanto seu governo permitir e incentivar, mas principalmente, enquanto outros governos permitirem e incentivarem, especialmente o nosso, seja através de políticas fiscas arrecadatórias equivocadas, políticas públicas econômicas, sociais e de investimento de cunho ideológico que não geram prosperidade além do voto na próxima eleição e principalmente ganancia e miopia no segundo pilar da economia de mercado: a força do poder de compra - DEMANDA - do povo brasileiro, que precisa estar em condições de adquirir os produtos de qualidade que sua industria interna produz, gerando o "ciclo chinês" de aumento da produção, gerado pelo aumento da demanda, gerado pelo aumento da produção, gredo pelo aumento da demanda e assim subsequentemente.
Por Skullmann
sábado, 12 de setembro de 2009
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